Há um fino traço entre a saudade e o amor. Eles se confundem, se enlaçam. A saudade encobre o amor. O amor mente em ser saudade. Às vezes é só saudades. Às vezes, só amor. Às vezes é saudades de amor, e às vezes (muitas vezes) é só amor da saudade de não ter onde dizer eu te amo.
O amor uma hora acaba. A saudade, não. Um amor (bem) vivido, um amor que tinha que ser e não foi, um amor não realizado, esses duram para sempre na saudade. E nessa duração a saudade pulsa mais que coração apaixonado. Porque a saudade é a paixão não vivida, é a espera pelo encontro inesperado. O amor é pleno, a saudade, em paixão, é fogo.
A saudade reserva uma surpresa aos corações: ela é o amor vivido em si. Não há o outro ser para amar, resta somente o amor para ser amado. Então vira saudade – um amor presente na vontade de amar. Um suspiro do coração em busca de emoções. Afinal, o ser humano precisa, assim como comer, beber e respirar, amar.
Uma resposta a AMOR EM SAUDADE