Agora deram para proibir a divina combinação entre arroz e batata. Dizem que ambos são carboidratos e não podem se encontrar no prato – e muito menos no estômago. Agora, o peixe com batatas, tem o seu delicioso caldo usado a nada. Antes, o arroz, branquinho e solto, era regado com aquele suculento caldo. Ainda bem que quando há feijão e feijoada, não tiraram o arroz, afinal não há batatas (hipocrisia, os deleitosos torresminhos continuam ao lado da couve).
A discussão se deu em plena mesa. “Sem arroz não dá. Falta algo nesse prato”, argumentou o ser racional. “Agora ou é batata ou arroz”, disse o ser em dieta. Banalidades da convivência doméstica. Enquanto isso, o doce de abóbora queima no fogão. Não vamos mentir: um prato recheado de um bom peixe, arroz, purê de batata e pirão – não há nada igual. E reparem: arroz e purê juntos. Separá-los é covardia.
Façam-me o favor, coloquem o arroz no prato da moçada. Sem ele, depois de duas horas, os armários começam a ser vasculhados em busca de algo para preencher o vazio que o almoço deixou. Então, metem pela boca pão, docinho de leite, queijo e tudo o que dá para pegar de colherada ou tirar um naco com a faca. E no fim, come-se mais que se tivesse o divino arroz no prato na hora certa.
Eu faço o terror dos nutricionalmente corretos quando descrevo um dos meus pratos preferidos: macarrão com batatas (e bacon, à moda pseudo-húngara) acompanhado de pão. Danem-se as regras, eu amo carboidratos ♥
(é só não exagerar, poxa)
Livia, é disso que eu preciso: de uma médica dizendo aos meus pais que podemos sim misturar! Venha a minha casa, em sua próxima estada na cidade. Por favor, é pelo bem da vida! hahaha
Hahahahaha
não que médicos sejam os melhores exemplos, maaas…
aceito o convite! ;p